Em plena trégua

Irã volta a bloquear Estreito de Ormuz após ataque de Israel ao Líbano

Bombardeios deixaram mais de 200 mortos e mil feridos nesta quarta-feira, conforme informações de agências de notícias.

O governo do Irã suspendeu a travessia pelo Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8), menos de 24 horas após a reabertura, após Israel bombardear várias regiões do Líbano. A informação é da agência iraniana Fars. A Casa Branca nega que a principal via marítima do Oriente Médio esteja fechada após os ataques, segundo o The Guardian. O ataque deixou 254 mortos e mais de 1.100 feridos.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta por onde passa 20% de toda produção de petróleo do mundo. Localizado no Oriente Médio, ele liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, servindo como única saída para o Mar Arábico e, consequentemente, para o Oceano Índico. Por essa posição estratégica, o estreito é considerado um dos principais “pontos de estrangulamento” do comércio global de energia.

Mais cedo, Israel realizou seu maior ataque contra o Líbano desde o início da guerra contra o Hezbollah, lançando uma série de bombardeios aéreos sem aviso prévio sobre Beirute, a capital libanesa, e outras regiões do país, atingindo mais de cem alvos. De acordo com agências de notícias internacionais, o ataque deixou centenas de mortos e feridos.

Israel afirmou que os ataques foram “a maior ofensiva coordenada visando mais de cem centros de comando e instalações militares do Hezbollah”, acrescentando que a maior parte da infraestrutura atingida estava “no coração da população civil”.

De acordo com o presidente americano Donald Trump, o acordo não incluiu a interrupção do cessar-fogo de Israel ao Líbano. A declaração contraria a declaração do primeiro-ministro do Paquistão Shehbaz Sharif, que foi mediador do acordo, e disse que o acordo era para toda a região do Oriente Médio.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o cessar-fogo em vigor não representa o fim da campanha militar e que o país ainda pretende atingir novos objetivos, inclusive com a possibilidade de retomada dos combates. “O cessar-fogo não é o fim, mas uma etapa no caminho para alcançar todos os nossos objetivos”, disse.

 

Do site band.com.br