O Instituto Federal da Paraíba (IFPB) criou um Grupo de Trabalho (GT) com o objetivo de realizar uma análise técnica da transição para a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano. A medida foi adotada na terça-feira (6), durante reunião extraordinária do Colégio de Dirigentes (Codir), por sugestão da reitora Mary Roberta Meira Marinho.
O GT terá o prazo inicial de 30 dias para concluir os trabalhos, com possibilidade de prorrogação. O objetivo é apresentar proposições que subsidiem a criação da nova autarquia, garantindo a continuidade das atividades acadêmicas e a preservação dos direitos dos servidores.
Presidido pelo diretor de Planejamento, Anderson Silva, o grupo contará com a participação da reitora, gestores da Reitoria e diretores das unidades situadas no Sertão. Atualmente, o IFPB possui sete campi na região: Patos, Itaporanga, Santa Luzia, Cajazeiras, Princesa Isabel, Catolé do Rocha e Sousa.
Durante a reunião do Codir, os dirigentes apresentaram reflexões e destacaram pontos que deverão ser considerados caso a criação da nova instituição seja efetivada, especialmente no que diz respeito à transição administrativa, à estruturação do novo instituto e à preservação dos direitos da comunidade acadêmica.
Entre os pontos centrais do debate, destacaram-se a necessidade de garantir a mobilidade dos servidores que atuam no Sertão e a plena estruturação administrativa e acadêmica do novo instituto. Além de propor a criação do Grupo de Trabalho para tratar da criação do IF Sertão Paraibano, a reitora Mary Roberta defendeu a abertura de canais de comunicação com a comunidade interna, parlamentares e a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec).
Diante da complexidade do processo e do caráter pioneiro do redimensionamento institucional na Rede Federal, o Grupo de Trabalho deverá propor um modelo de transição que garanta a participação da comunidade acadêmica.
Diretores de campi situados no Sertão aprovam medida
Para a diretora-geral do Campus Princesa Isabel, Jordânia Lucena, a criação do GT demonstra o compromisso da gestão com a responsabilidade institucional. Ela disse que a iniciativa reafirma o cuidado com a preservação dos direitos dos servidores e com a continuidade das atividades institucionais, reconhecendo que o momento exige atenção, diálogo e transparência. Jordânia destacou ainda que a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano representa um marco estratégico para o fortalecimento territorial e para a ampliação das políticas públicas de educação de qualidade no Sertão da Paraíba.
O diretor-geral do Campus Sousa, Chico Nogueira, ressaltou que a criação de mecanismos de escuta e participação da comunidade acadêmica contribuirá para a transparência do processo. Segundo ele, a proposta é construir uma metodologia que possibilite o diálogo com servidores, estudantes e demais segmentos, bem como com os parlamentares envolvidos, assegurando que a implementação, caso o projeto seja aprovado, ocorra de forma participativa e articulada com o Poder Executivo.
Já o diretor-geral do Campus Patos, Ronaldo de Lima, avalia positivamente a tramitação do Projeto de Lei e destacou a importância de um diagnóstico institucional que contemple os aspectos administrativos e legais do processo. Para o gestor, o trabalho do GT deverá considerar, de forma prioritária, os direitos dos servidores e as demandas relacionadas à mobilidade funcional.
Saiba mais – A criação da nova instituição está prevista no Projeto de Lei nº 01/2026, encaminhado pelo governo federal à Câmara dos Deputados em 2 de janeiro. Na segunda-feira (5), a Reitoria do IFPB já havia divulgado uma nota oficial sobre a proposta.
Do site www.maispb.com.br




